Outrora, irmãos, independentemente do que já passamos, estamos afirmando mais um ano de existência desse projeto. Fazemos 6 anos hoje, e é uma grande data a ser comemorada, inclusive com novidades a caminho.
A “agonia incessante” ou “tristeza profunda”, como já descritas pelos antigos, talvez como uma forma de expressar o que seria a depressão nos tempos passados, que assola inúmeras pessoas hoje em dia, nos esclarece muitos pontos importantes sobre como nós agimos no passado, no presente e no futuro, de tal forma que isso influencia nossa forma de enxergar o mundo e a vida. Seja como lamento ou felicidade, por exemplo, pois pensemos que, apesar dos pesares, a vida resplandece como uma eterna luta de conquistas e experiências que enriquecem nossa memória com novas imagens, momentos memoráveis e legados, mas sabemos também que tais momentos que guardamos em nossas mentes podem ser momentos de agonia e dor.
Os lamentos e desconfortos gerados por tais emoções e sentimentos trancafiam nossa percepção em algo completamente passional e unilateral, e mesmo que entendamos isso, não acreditamos que há o que possa ser feito para diminuir a dor sobre a existência que carregamos como fardo. O homem que odeia a matéria, e nela suas contemplações pelo mundo, está em guerra com tudo, está em guerra com o que está à sua volta. Podemos até amar aquilo que nos rodeia, como forma de vício, mas sabemos dos malefícios e da maleza de inúmeras coisas tão propagadas nos dias de hoje. Em tempos contemporâneos, o homem já não se importa com aquilo que serviria de remédio. A negação de tudo que é belo e correto age como uma bússola moral que corrompe aquilo que toca, e, sendo assim, o homem não se vê sem outra alternativa senão tentar expurgar isso de forma natural, de forma que nos identifiquemos como seres imaculados.
Sem dúvidas, podemos perceber as tendências dos dias atuais, onde vemos a depressão crescendo 700% em poucos anos no Brasil e se tornando a doença mais incapacitante do mundo até 2020. O mundo ocidental está doente, e estamos definhando em meio a um problema sério que assola a mentalidade, principalmente dos jovens, em meio a um mar de infinitas possibilidades e escolhas.
Mas quais são os motivos para isso estar ocorrendo? Por que estamos navegando em um mar de melancolia? O homem já não é mais livre das falsas promessas que tanto lutamos para ter? Já nos isentamos de nossas obrigações civilizacionais, já não vivemos com um propósito definido em nosso nascimento, já não somos mais guerreiros ou seres pertencentes a um elo, somos uma folha em branco. Tudo o que era para estar descrito não está mais nos ensinamentos dos antigos ou nas experiências que carregamos por toda uma humanidade sofrida, mas nos limpamos dessas mesmas questões antiquadas para desbravarmos um mundo novo de inúmeras possibilidades e escolhas, de sermos o que queremos, de decidirmos onde ir, o que fazer, o que querer. Então, veja, a linha é frágil que segura todo o peso de uma humanidade esquecida, mas que se diz vanguardista porque vive pelo momento e pelo ócio. Claro, vejamos isso como progresso que estabelece as intempéries do mundo, porque já não sofremos mais de males passados, já não passamos fome ou anseios de vida ou morte. Nossa atual batalha não é sobre o mundo, mas sobre nós mesmos, sobre nossas escolhas e quem decidimos ser e o que fazer perante o mundo.
O Projeto Semper Viri mudou absurdamente. O que era apenas uma saudação se tornou nosso nome, e o passado em que exaltávamos o prazer irrestrito, hoje o renegamos, pois a felicidade não foi alcançada, irmão, a verdade nunca esteve ali. Porque não estávamos contentes, não estávamos em harmonia com nossa felicidade e com nossa espiritualidade. Estamos aqui por razões maiores, e a ideia de pertencer a coisas grandiosas nos reconforta. A aceitação do destino se torna evidente, e aquilo que nos assombrava não nos assombra mais. Os valores civilizacionais não têm o mesmo peso ou fardo como obrigação, mas soam como virtude e são bons de se praticar. Sou a tormenta, sou a ação, sou o guia, e a luz que resplandece sobre mim é a justiça verdadeira. Ser temido por inimigos e indispensável para amigos. A vida é curta e pouco se aproveita se nos isolarmos no conformismo diário de nossas vidas. Honre tudo e a todos, pois a honra é tudo, e sem ela você não será nada.
Ser guerreiro não exige perfeição. Ou vitória. Ou invulnerabilidade. Um guerreiro é vulnerabilidade absoluta. Essa é a única coragem de verdade. A vida é uma escolha. Você pode escolher ser uma vítima ou qualquer outra coisa que deseje. Um guerreiro age e um tolo reage. Não há começar e parar. – Poder Além da Vida
