Os objetivos são gerados a partir de um desejo. Um desejo que pode ser qualquer coisa: aprender algo, criar algo, estudar determinado assunto, trabalhar, exercitar-se, entre outras coisas. Mas uma coisa precisa ser dita sobre os objetivos: nem sempre o desejo estará envolvido.
Veja bem, quando concebemos a vontade de fazer algo, temos o desejo de alcançar esse ponto. Esse objetivo recém-criado é algo que almejamos, mas nós realmente trabalhamos duro para alcançá-lo? Pergunte a si mesmo quantas vezes você já se autossabotou colocando coisas triviais à frente de seus objetivos. Isso acontece porque, naquele momento, desejamos outras coisas.
Aquela língua que você quer aprender e na qual está se dedicando há semanas. Porém, hoje seu desejo não é estudar tal língua, embora ainda queira aprendê-la, mas sim matar o tempo assistindo a um filme ou saindo para algum lugar.
Desejos são circunstanciais, momentâneos e passam. Eles se adaptam, se redefinem e nos influenciam na tomada de decisões. Seus objetivos, por outro lado, continuam os mesmos e, ao deixarmos de lado um objetivo, sonho ou meta, acabamos nos frustrando por não alcançar aquilo que queríamos. Seja uma promoção, um corpo ideal, dinheiro ou aquela mulher que você tem interesse, todas essas coisas e seus valores são atribuídos por você mesmo. Ou seja, o objetivo que você criou com base no desejo daquele momento existe porque você atribuiu valor a algo e anseia por isso.
Pense nisso de forma geral. As decisões que você toma estão focadas em seus objetivos ou apenas no desejo momentâneo de fazer o trivial? Quando o tempo passa e você percebe que deixou de fazer aquilo que tinha como objetivo, a quem você culpa por esses erros?
Veja, o homem hoje muitas vezes é idealista, mas seu idealismo morre quando ele apenas deseja e faz aquilo que lhe convém no momento. Esses desejos que se transformam em vícios distorcem sua visão e o fazem esquecer de seus objetivos, sonhos e metas.
Por que não fazer apenas o que quero no momento? Não há impedimentos. Mas ninguém disse que a felicidade está nisso, que ela reside em fazer o que se quer na hora que se quer.
A verdade é que, muitas vezes, o próprio valor das coisas está na luta, no compromisso com um objetivo, com um propósito de seguir em frente apesar dos obstáculos. É no final do caminho que você alcança aquilo que deseja. Esse compromisso, o objetivo como um norte maior, é o que lhe dá energia para continuar, tombo após tombo, erro após erro.
É esse objetivo que o prende ao mundo. Quão vazia é a força de vontade em um mundo no qual nada vale o seu esforço?
